Escrevo a partir do que vivi.
Fui, como Elisa, prisioneira do meu próprio silêncio.
A maioria das violências sexuais é cometida por alguém próximo, e quase sempre engolida pelo medo e pela vergonha de falar.
O Peso da Escolha parte de um ângulo que o cinema raramente encara: não a violência em si, e sim o que vem depois dela. O filho que nasce do abuso. O ciclo que ameaça se repetir.
A pergunta que fica: é possível não se tornar aquilo que nos feriu?

Mãe de Victor. Guardou por dezessete anos o silêncio sobre o abuso que sofreu. Entre o medo e a coragem, percebe que proteger o filho da verdade é também proteger seu abusador.

Filho de Elisa. Sobrevive à tragédia que tira seu pai e busca no futebol um recomeço. Ao descobrir a verdade sobre sua origem, é tomado pela raiva e pela sede de vingança.

Avó paterna de Victor. Acolhe mãe e neto na edícula após a tragédia. Firme e reservada, se divide entre o cuidado e o luto.

Pai de Victor. Homem de trabalho e afeto, não resiste ao desabamento. Sua ausência marca o recomeço de Elisa e do filho.

Treinador titular da escola de futebol. Por trás do prestígio, esconde um lado asqueroso que assombra a vida de Elisa e de outras mulheres.

Aliada de Elisa na busca por justiça. Dá voz e coragem para que o silêncio de anos enfim se rompa.

Tio de Victor e dono da oficina de bicicletas do bairro onde o garoto trabalha. Bronco, mas de bom coração.

Fundador da escola de futebol, o senhor de boa índole desaba quando percebe que abrigou um monstro por duas décadas.
Caracterizações visuais desenvolvidas pela direção em processo de referência.
Imagens desenvolvidas pela direção em processo de referência.
O Peso da Escolha dialoga com dramas sobre abuso, silêncio e laços familiares partidos. Mas parte de um ângulo inédito: o filho é, ele próprio, fruto da violência que a mãe silenciou.

Uma jovem mãe foge de um relacionamento abusivo e reconstrói a vida ao lado da filha. Divide com O Peso da Escolha a mulher que sobrevive à violência e recomeça.

Um jovem atravessa três fases da vida em busca de afeto e identidade sob a dureza do ambiente. Vencedor do Oscar de Melhor Filme. No tema, o rapaz se constrói entre a violência e a ternura.

Mãe e filho adolescente diante de uma escolha moral difícil. Quatro prêmios no Festival do Rio. Divide a díade mãe-filho e o realismo social brasileiro.

Uma mãe da periferia transforma dor privada em luta coletiva. Melhor Atriz em Gramado. Ecoa o percurso de Elisa: a dor que se torna coletiva.
No cinema, Catarina é diretora, roteirista e produtora do longa-metragem "Bicho Rei", em coprodução com a Moonshot Pictures. Dirigiu e montou 19 episódios da série documental "Buscando Buskers", rodando cidades do Brasil e Portugal.
Integrou a equipe de direção nos longas de ficção "Amado", "Destinos Opostos" e "Amadeo e o Hipotético Mundo Novo", também como colaboradora de roteiro, entre outros curtas e médias-metragens.
É formada em Assistência de Direção pela AIC — Academia Internacional de Cinema, Direção de Fotografia na B_arco, Roteiro com Anna Muylaert e Violão Erudito na EM&T. Autodidata em edição, produção, direção e tecnologias.